quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Jesus Cristo e a Ética - o lado doentio dos homens

O texto abaixo foi publicado pela Agência de Informação Zenit.
Muito interessante... confronta o comportamente dos homens de bem "bem intencionados" com o do próprio Jesus Cristo. Vale a pena ler e refletir sobre qual a nossa postura sobre a vida alheia.

Remédio à febre de espionagem: transparência de atos e intenções
Indica o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Belo Horizonte, sexta-feira, 19 de setembro de 2008 (ZENIT.org).

Dom Walmor Oliveira de Azevedo considera que um remédio à “febre da espionagem” que se vive no Brasil seria a transparência nos atos e intenções. Quando na Câmara dos Deputados uma Comissão Parlamentar de Inquérito investiga a questão das escutas telefônicas clandestinas e ilegais no país, o arcebispo de Belo Horizonte escreveu aos fiéis recordando que este cenário da espionagem hospeda “o lado doentio dos que se alimentam da curiosidade”. Também hospeda “os que buscam informações e recursos para alcançar interesses próprios e de grupos; os mecanismos para encontrar em falas a saída para prejudicar os outros; o caminho curto que dispensa o diálogo e a verdade no relacionamento”.

“Esta febre da espionagem, recurso espúrio e doentio na luta mórbida pelo poder, tem um contraponto muito interessante num ensinamento clássico e central de Jesus, quando ele chamou os seus discípulos e os enviou em missão”, afirma o arcebispo. Enviando os seus discípulos em missão, Jesus fez-lhes “importantes recomendações”. “Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas (...). Não há nada de oculto que não venha a ser revelado, e nada de escondido que não venha a ser conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados”, cita o arcebispo, tomando a passagem do evangelista Mateus (10, 16-27).

Segundo o arcebispo, a maestria de Jesus “adverte e treina os seus discípulos para uma dimensão ética alargada e enraizada, como caminho único na construção do relacionamento fundado sobre os pilares da verdade, da liberdade e da justiça”.

“A indicação de Jesus, edificada na transparência de atos e intenções, faz lembrar o tempo das histórias: era uma vez. O tempo das histórias de verdade”, diz. “Era uma vez, um homem honesto e simples; pai de família e trabalhador. Sua vida era o trabalho empenhado. Suas escolhas eram simples. Seus interesses eram cidadãos. Seu comportamento era exemplar.” Dele sempre diziam: é o homem mais honesto da cidade. Não mentia, não fofocava, era fiel e justo. Conduta moral exemplar. Admirado e respeitado. Este homem jamais teve medo de espionagem”, escreve o arcebispo.

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